Clécio reforça diálogo com evangélicos e defende união por cidadania e segurança
Na reta final da campanha, Clécio Luís se reuniu, na noite desta quarta-feira (30), com lideranças e integrantes de igrejas evangélicas. No encontro, afirmou que chega aos últimos dias da disputa com amplo apoio do segmento evangélico e cristão e destacou que essa aproximação foi construída ao longo dos últimos três anos e nove meses de governo.
Parceria construída durante o governo
A relação, segundo Clécio, transformou-se em parceria permanente. A aproximação também se traduziu em ações concretas. Durante a gestão, o Governo do Estado apoiou eventos do segmento cristão, como a Jornada Gospel, a Marcha para Jesus e o Sermão da Montanha. Somente em 2026, pelo menos 205 igrejas receberam apoio para a realização de retiros religiosos em municípios do Amapá.
O governo também criou o Gabinete de Mobilização Cristã, espaço destinado ao diálogo direto com lideranças e organizações religiosas. A parceria chegou ainda à área social, com igrejas ajudando políticas públicas a alcançar famílias em situação de vulnerabilidade.
Igreja como braço do Estado nas comunidades
Para Clécio, especialmente nas localidades mais distantes, a igreja acaba funcionando como um braço importante do Estado. Pastores, pastoras e obreiros conhecem as famílias e estão presentes onde o poder público, sozinho, muitas vezes encontra dificuldade para chegar. Essa parceria, afirmou, permite levar serviços de cidadania e ações sociais para mais perto da população.
“Em muitas localidades, a igreja está presente e a principal parceira do estado”, destacou.
Facções entram no debate
Durante o encontro, Clécio também relembrou o debate da TV Amapá e a cobrança feita a Dr. Furlan sobre pessoas apontadas como ligadas a facções que teriam ocupado cargos na Prefeitura de Macapá.
“Eu queria ouvir dele que não nomeou nenhum, que, se porventura algum tivesse passado, não foi de propósito, e que ele não tem acordo com facção”, afirmou.
Segundo Clécio, essa resposta específica não veio. O governador disse que esperava uma negativa direta sobre as nomeações e aproveitou o assunto para alertar sobre o recrutamento de jovens pelas organizações criminosas.
Igreja acolhe; Estado combate
Foi justamente na proteção da juventude que Clécio voltou a destacar a importância da parceria com as igrejas. Enquanto as comunidades cristãs atuam no acolhimento, na orientação das famílias e na prevenção, o governador afirmou que cabe ao poder público cumprir sua responsabilidade no enfrentamento direto ao crime organizado.
“O papel do governador é garantir segurança pública, combater as facções e estar do lado da polícia”, afirmou.
Para Clécio, a parceria construída com as igrejas deve continuar unindo duas frentes: o Estado levando cidadania e segurança, e as comunidades cristãs chegando às famílias onde elas mais precisam de apoio.
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