Escola Jardim de Deus promove homenagem emocionante a mulheres da educação
Na noite do último sábado (7), a Escola Jardim de Deus (EJD), instituição gerida pela Fundação Orvalho de Hermon em parceria com o SEBRAE, realizou uma homenagem especial dedicada a mulheres que marcaram a história da educação. O evento reconheceu tanto professoras que já se aposentaram quanto educadoras que seguem em atividade.
A iniciativa teve como objetivo valorizar a trajetória dessas profissionais e destacar a contribuição de cada uma para a formação de gerações de estudantes. De forma simbólica e emocionante, a escola também prestou tributo às educadoras que já faleceram, por meio de um texto que reuniu nomes importantes da educação e que ainda permanecem na memória da comunidade.

Um dos momentos mais marcantes da programação foi a dinâmica em que participantes utilizaram máscaras com os nomes de professoras consideradas extraordinárias. A proposta gerou encontros simbólicos entre educadoras e suas próprias mestras, reforçando laços de reconhecimento e gratidão.
Entre os momentos mais emocionantes esteve o de Ester de Paula, que usou a máscara com o nome da professora Antônia Guedes, sua antiga professora. A cena evidenciou a forte relação entre mestres e alunos e emocionou o público presente, especialmente ao ver professoras reencontrando simbolicamente aquelas que foram suas referências na educação.
Durante a homenagem, foram lembrados os nomes de diversas educadoras que contribuíram para a história da escola e da comunidade, entre elas: Antônia Guedes, Selma Barbosa, Maria José Nobre, Francisca, Marise Sousa, Terezinha Sena, Francisca de Oliveira, Maria Rita Paula, Maria Gorete Pinheiro, Socorro Madureira, Leila Marques, Marinete Santana e Jacilene Araújo.
Além das homenagens, o encontro também abriu espaço para reflexões e diálogos sobre a vida após a carreira docente. Questões como “Como é aposentar-se?”, “Como estão vivendo atualmente?” e “O que fazer depois da aposentadoria?” estimularam a interação entre as participantes e promoveram um momento de troca de experiências.

A noite foi marcada por emoção, reconhecimento e valorização da trajetória de mulheres que dedicaram suas vidas à educação, reforçando a importância do legado deixado por essas profissionais para a comunidade escolar.
Veja na integra, as homenagens a algumas pioneiras da educação no Amapá:
Mulheres Extraordinárias na Educação Amapaense: “O Legado Feminino para a Educação Amapaense”.
A educação no Amapá é tecida com as mãos de mulheres pioneiras que, com dedicação e visão, moldaram o cenário educacional da Amazônia Amapaense. Desde a criação do Território Federal do Amapá em 1943, a necessidade de estruturar o ensino para uma população em crescimento impulsionou a participação feminina em diversas frentes, não apenas como educadoras, mas também como gestoras, articuladoras sociais e políticas.
Pioneiras e Fundadoras
Entre as Mulheres Extraordinárias na Educação Amapaense, destaca-se a Professora Gentila Anselmo Nobre, amazonense que adotou o Amapá como seu lugar de coração. Educadora Primária, graduada em Administração Escolar, Professora Gentila dedicou sua vida ao ensino amapaense. Em sua jornada no magistério, Gentila Nobre foi alfabetizadora no distrito do Lourenço (Calçoene); em Macapá, trabalhou na comunidade quilombola da Lagoa dos Índios; em Santana, atuou no Grupo Escolar Porto de Macapá I, na Escola Municipal Amazonas, no Grupo Escolar José Barroso Tostes, na Escola Professora Elizabeth Picanço Esteves e na Escola José Barroso Tostes, onde se aposentou. Seu conselho é uma síntese de seu valioso legado: “Costumo dizer para muitos que me procuram que para educar, você tem que dedicar com amor e seriedade”.
Deusolina Salles Farias: natural do Pará, também é uma ilustre educadora. Chegou ao Amapá em 1945 a convite do então Governador Janary Nunes, com a missão de contribuir para o desenvolvimento educacional do recém-criado território. Sua trajetória inclui a direção do Grupo Escolar Veiga Cabral, no município de Amapá, e a atuação como Orientadora de Ensino. Foi fundamental na fundação da Associação dos Professores do Amapá (APA) em 1953, sendo uma das articuladoras da criação da Escola Normal de Macapá em 1949, que mais tarde se tornaria o Instituto de Educação do Território do Amapá (IETA). Além de sua contribuição pedagógica, Deusolina Salles Farias também teve um papel político relevante, sendo eleita vereadora de Macapá. Seu nome hoje batiza uma escola estadual em Macapá, perpetuando seu legado.
Outra Mulher notável é Raimunda da Silva Virgolino, patrona da Escola Estadual Raimunda Virgolino. Natural de Belém (PA), Raimunda Virgolino mudou-se para Macapá em janeiro de 1949 para lecionar no Grupo Escolar Barão do Rio Branco. Poucos anos depois, foi designada para dirigir o Grupo Escolar Veiga Cabral, no município de Amapá, retornando em seguida à capital para atuar no Grupo Escolar Alexandre Vaz Tavares. Em 1953, passou a trabalhar no anexo do Instituto de Educação, onde permaneceu por 15 anos orientando alunas-mestras no estágio curricular. Na década de 1970, assumiu a coordenação da Comissão Municipal do Mobral, programa voltado à alfabetização de jovens e adultos. Após 14 anos, retornou à Secretaria de Educação para atuar no Departamento de Assuntos Culturais, no Instituto de Educação do Amapá (IETA) e, posteriormente, na Biblioteca Pública.
As Irmãs de Caridade, como a Irmã Santina Rioli, são exemplos de inspiração. A italiana Santina Rioli chegou a Macapá em 1951, unindo-se às irmãs Celina Guerini, Batistina Gritti, Rosa Agostini, Elvira Buyatti e Francisca Viola, todas pertencentes à mesma congregação religiosa. Juntas, fundaram a Escola Doméstica de Macapá, que acolhia jovens em regime de internato. Santina Rioli teve atuação destacada como professora de Português e Trabalhos Manuais, além de ter trabalhado na Escola Nossa Senhora de Fátima e no Hospital Geral. Em reconhecimento à sua imensa contribuição para a formação das jovens amapaenses, foi homenageada com o nome de uma escola estadual.
Consideração final
O legado das mulheres na educação amapaense é um testemunho de resiliência, pioneirismo e compromisso inabalável. Desde as primeiras professoras que deixaram a sua terra natal e chegaram em solo tucuju como verdadeiras desbravadoras, lançando as sementes da educação amapaense, até as gestoras que incansavelmente lutaram por melhores condições de ensino, a presença feminina foi essencial para a educação no Amapá. Nesse contexto, é imperativo reconhecer e celebrar mulheres extraordinárias que moldaram gerações no município de Santana. Nomes como Aldenora Maciel de Abreu, Ana Luiza Leite Araújo, Andreza, Angélica Cascaes, Angelita, Antônia de Moraes Guedes, Creuza, Denise de Melo Vasconcelos, Eliana do Socorro Duarte Brandão, Eloidina, Eloisa, Emília, Fátima Castelo, Flordelice Brum, Francisca Guedes, Inês, Iranilde de Araújo Ferreira, Irene Monteiro, Iriana, Izabel, Juvanete Queiroz Vieira, Laodiceia Geraldo Ferreira Guerreiro, Leuda, Lúcia, Luiza, Manuela, Maria Creuza, Maria Dolores, Maria do Socorro Madureira da Costa, Maria Gorette Silva, Maria Ilnah de Souza Almeida, Maria José Nobre, Maria Odila Moraes Maciel, Maria Zenir Dias Maia, Marilene Vaz Pimentel, Marina, Marise de Sousa Pacheco Martins, Nazaré, Neuza, Nilsa Pontes, Olgarina, Olinda Alves, Oscarina, Raimunda, Rita Mareco, Rosa Gilmbal, Rosires Barbosa Pereira, Santana, Selma Barbosa, Selma Pereira, Sônia Cristina de Lima Ferreira, Zélia e Zenil Melo de Souza ressoam como fontes inesgotáveis de inspiração. Cada uma delas, à sua maneira singular, contribuiu decisivamente para a educação, perpetuando um exemplo de força e sabedoria para as futuras gerações.
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