Rede de Atendimento à Mulher é fortalecida e amplia enfrentamento à violência em Santana
Por JONHWENE SILVA, de Santana
A Rede de Atendimento à Mulher de Santana (RAMS) realizou, nesta terça-feira (24), mais uma reunião ordinária para fortalecer as estratégias de enfrentamento à violência de gênero no município. O encontro reuniu representantes de órgãos que atuam de forma integrada na proteção, acolhimento e garantia de direitos das mulheres.
Um dos principais destaques da reunião foi a ampliação da rede, com a inclusão do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Outras Drogas (CAPS AD) e do Alcoólicos Anônimos (AA). A inserção dessas instituições representa um avanço significativo, ao reconhecer a necessidade de abordar também fatores relacionados ao uso abusivo de álcool e outras drogas, frequentemente associados a contextos de violência doméstica.
“A gente consegue notar, muitas ocorrências onde há a relação direta com o consumo de álcool, acaba se tornando um propulsor para acentuar a violência contra a mulher. Dessa forma, a inserção de mais órgãos como o AA, ajuda a termos um controle de dados que podem resultar na melhoria do combate à violência. Acredito que a vinda dessa entidade, vai nos ajudar a criarmos mecanismos de ajuda para as mulheres e as famílias que precisam de apoio”, explicou a capitã Valdenice Nogueira, coordenadora da Patrulha Maria da Penha.
A RAMS é formada por instituições como a Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres de Santana (SPPMS), o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), o Hospital Estadual de Santana, o Ministério Público, a Defensoria Pública, a Polícia Militar por meio da Patrulha Maria da Penha e o Conselho Tutelar. A atuação conjunta dessas entidades é considerada essencial para assegurar respostas rápidas, humanizadas e eficazes às vítimas de violência.
Segundo Léa Cordovil, secretaria Municipal Extraordinária de Políticas Públicas para as Mulheres, a medida reforça a importância do atendimento multidisciplinar, não apenas para acolher a vítima, mas também para todos. Havendo a responsabilização e acompanhamento dos agressores.
“É preciso planejar e quanto mais pessoas, entidades para agregar, teremos como consequência, a redução nos casos de violência contra a mulher. Sabemos da complexidade que o tema, principalmente, relacionado ao consumo de álcool. São muitos os casos e é preciso criar políticas agora”, reafirmou.
Durante o encontro, foram discutidos ainda o alinhamento do fluxo de atendimentos da RAMS, e a programação especial alusiva ao Mês da Mulher.
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