Autoridades da Bolívia apontam que estudante de medicina santanense foi estrangulada

Autoridades da Bolívia apontam que estudante de medicina santanense foi estrangulada

A santanense Jenife Silva de 37 anos que foi encontrada morta, nua e com sinais de violência na quarta-feira (2), em seu apartamento na cidade de Santa Cruz, na Bolívia, teria sido estrangulada, segundo as autoridades daquele país. De acordo com a investigação do Ministério Público da Bolívia, a causa foi asfixia mecânica. O laudo também indicou estupro e esfaqueamento.

O crime chocou a comunidade brasileira que reside na Bolívia e realizaram protestos em frente a faculdade onde Jenife estudava. O assassinato causou comoção ao amapaenses e um sentimento de tristeza para amigos e parentes. O principal suspeito do crime que não teve o nome revelado, se apresentou na delegacia nesta quinta-feira (3), e é um adolescente de 16 anos. Ele aguarda pelo julgamento e deve responder por feminicídio.

“Foi realizada uma autópsia forense, e a causa da morte foi determinada como asfixia mecânica por sufocamento. Isso significa que uma segunda pessoa causou a morte da vítima”, disse o promotor Daniel Ortuño, responsável pelo caso.

Segundo uma amiga próxima de Jenife, ela morou em Santa Cruz e cursou medicina durante 6 anos. Após concluir as aulas, ela voltou a residir no Amapá. No entanto, a vítima precisou retornar à Bolívia para pegar o diploma e dar entrada nas formalidades da formatura.

Família da vítima

Os pais de Jenife possuem situação delicada de saúde. A mãe estava em Minas Gerais, aguardando por um transplante de coração, e o pai possui fragilidades psicológicas. Ambos não puderam ceder entrevistas devido ao abalo emocional, assim como as duas irmãs mais novas da vítima.

“Ontem ela (mãe de Jenife) teve a notícia que entrou na fila do transplante, e ontem mesmo ela teve a triste notícia que a filha tinha sido assassinada. Só que nós montamos um esquema para ela receber essa informação, que ela não tem coração para um baque desse. Ela tem 19% da função cardíaca”, explicou o cunhado.

Translado do corpo

Autoridades do Amapá informaram que se solidarizam com a família para o translado do corpo da vítima. Governo do estado informou que vai custear o processo. Jenife que estava se formando em medicina deixou dois filhos, um menino e uma menina.

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Redação Santana360

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