Literatura: Livro historiográfico sobre Santana será lançado nesta sexta-feira, 21

Os primordios sobre a história de Santana a partir dos séculos XVI e XVII acabam de ganhar um registro que ficará para sempre para as futuras gerações: o livro ‘Santana da Amazônia’ é a primeira obra historiografado com registros inéditos sobre a ocupação e a formação colonial da região amazônica nesses períodos seculares.
De autoria do geógrafo Marlus Carvalho, a obra é resultado de um intenso trabalho de pesquisas de quase um ano e meio de consultas feitas em documentos solicitados em instituições contidas de arquivos históricos e universidades, muitas delas existentes até fora do Brasil.

“Foram consultadas em torno de 7 a 9 mil páginas contendo informações do século XVII, muitas delas que precisei buscar principalmente na Holanda, Inglaterra e Espanha. Foi preciso traduzir a linguagem de muitos desses documentos, e de outros não tinha como encontrar tradução devido ser de uma linguagem que hoje é praticamente inexistente”, explica o autor da obra.
São mais de 120 páginas contidas de mapas cartográficos, registros de povoamento e colonizações de regiões que hoje são municípios amapaenses, tudo seguindo uma linha historicamente cronológica.
Para o presidente da Fundação Municipal de Cultura (Sancult) Djarde Queiroz, a obra chega como um presente para a sociedade, se tornando uma forte referência de consulta histórica.
“Um momento muito especial que ganha nossa história com essa obra, uma grande contribuição para nossa cultura e para o meio acadêmico que busca melhor conhecer nossa historicidade”, afirma Queiroz, que ainda recomenda a obra:
“Um trabalho perfeito que eu indico para qualquer um adqurir e conhecer nossas raízes, principalmente para os acadêmicos de História”, disse.
O Livro ‘Santana da Amazônia’
A obra mergulha em mais de 400 anos de história relatados com detalhes sobre a ocupação e conquista de Santana, no Amapá, e o seu papel para a consolidação da Amazônia brasileira.
Inconformado com a ausência de referências literárias sobre identidade cultural e social do povo de Santana, o autor buscou contribuir para o resgate histórico da cidade, trazendo à luz uma historiografia nova e precisa que remete à formação social desse território.
A descoberta de jazidas de prata e de ouro na América do Sul, na virada do século XVI para XVII, deslocou o movimento migratório do oriente para a América e, como consequência, desencadeou um intenso período de colonização e expansão territorial.
Os capítulos estão ordenados de maneira cronológica, seguindo a sequência dos principais acontecimentos que marcaram, no decorrer do tempo, a transição entre o antigo povoado de Santana até a sua elevação à categoria de município, em 17 de dezembro 1987.

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