Laudo médico em sigilo adia julgamento de Furlan no TRE e gera críticas do MP Eleitoral
Um laudo médico protocolado sob sigilo pela defesa do ex-prefeito de Macapá, Antônio Furlan (PSD), levou ao adiamento do julgamento, no Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), do recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) que pede a inelegibilidade do ex-gestor por abuso de poder nas eleições de 2024. Durante a sessão desta quarta-feira (8), a procuradora regional eleitoral, Sarah Cavalcanti, criticou o procedimento e afirmou que o atraso pode comprometer a efetividade de uma futura decisão.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), atendendo a um pedido do Ministério Público Eleitoral, havia determinado que o TRE incluísse o processo na pauta desta quinta-feira (9) após questionamentos sobre a demora na tramitação. Pouco antes do julgamento, a advogada Amanda Figueiredo apresentou um atestado médico solicitando licença de 10 dias. O documento foi protocolado em sigilo, impedindo o acesso do Ministério Público.
Durante a sessão, Sarah Cavalcanti informou que solicitou oficialmente acesso ao laudo, mas o pedido não foi atendido. A procuradora também destacou que o escritório da advogada possui outros profissionais habilitados para atuar na ação.
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